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Autor Tópico: A Violência Doméstica e o Medo da Descoberta de Quem Realmente Somos  (Lida 1614 vezes)
Maria De Fatima Jacinto Umamulher
Anti-social
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Mensagens: 5



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« em: Março 03, 2010, 03:23:16 »

Nossa experiência de vida é um reflexo exato da pessoa que somos por dentro. Sempre que a vida mostrar algum aspecto nosso restritivo e insatisfatório, precisamos ir mais fundo na exploração do território interior, para que nos seja revelado onde ficou bloqueada a possibilidade de uma vivência mais rica. Cada vez que ampliamos o território interior, a vida exterior também se amplia. Nosso melhor mestre espiritual é sempre a vida que está bem à nossa frente; as mais importantes lições espirituais sempre assumem a forma de experiências de vida.
Para ampliar a vida, precisamos estar dispostos a entrar nas nossas áreas interiores que desconhecemos.
O trabalho espiritual é a disciplina pela qual as fronteiras do eu são lenta e constantemente ampliadas, até integrar na consciência mais e mais quem somos. É preciso ter dedicação e coragem para ampliar a idéia que fazemos de nós mesmos. Para crescermos, temos que estar dispostos a eliminar as defesas contra a dor enterrada.
Todos os nossos anseios, é no final das contas o mesmo - vivermos uma relação mais amorosa conosco mesmos, com os outros, com o ambiente e com Deus. Podemos nos envergonhar desse anseio porque ele nos expõe à sensação da criança que tem seus desejos contrariados ou suprimidos. Podemos temer esse anseio porque ele contém a possibilidade da decepção. No entanto, somente quando despertamos e respeitamos nossos anseios é que teremos a motivação para executar o trabalho interior que leva à expansão da vida.
A maioria dos nossos anseios podem ser expressos como desejo de amar ( o eu, o outro, o trabalho, a natureza ou Deus). O primeiro passo é aprender a amar e a ser amado. Dessa forma, assentamos o alicerce para satisfazer todos os anseios. Aprendemos a nos identificar com uma parte nossa que podemos amar, e depois orientar esse amor para outros aspectos nossos que não parecem ser dignos de amor. Aprender a amar e aceitar tudo o que há em nós é a ferramenta primordial e permanente da cura.
A vontade de amar e ser amado leva à expansão pessoal e à expansão da vida. Mas é preciso também estar disposto a pagar o preço: honestidade total e capacidade de se enxergar, de discernir as restrições que impomos a nós mesmos. Aprendemos a ver quando odiamos em vez de amar ( a nós e aos outros), quando nos limitamos por medo ou orgulho, quando acreditamos que somos vitimas inocentes e os outros responsáveis pela nossa infelicidade.
Perpetuamos a não-consciência quando nos empenhamos em aceitar apenas o lado positivo da vida humana e negar ou evitar a outra metade. Se enfocarmos apenas as boas qualidades e ignorarmos os problemas que, como a nossa vida revela, devem existir em nós, ou se esperarmos a satisfação sem efetivamente encarar tudo o que bloqueia essa satisfação, vamos viver em perpétua ilusão, e nosso crescimento espiritual continuará incompleto.
Se queremos amor e poder, prazer e expansão criativa, precisamos também estar dispostos a sentir medo e impotência, dor e contração, pois a tentativa de excluir esses estados "maus" restringe de tal forma a capacidade de experimentar a vida que os "bons" também ficam fora de alcance. Quando cortamos a percepção de um lado de nós mesmos, também cortamos a percepção do lado oposto. Quando nos abrimos, abrimo-nos para tudo.
Talvez você fica ai pensando que isso tudo são só teoria, não, não é, eu tenho colocado tudo o que escrevo aqui em minha vida.
Se eu dissesse que está sendo facil, eu com certeza estaria mentindo, as vezes é tão vergonhoso no começo de uma descoberta que chega a dar enjôo, outras eu penso que não é a realidade quando tenho que encarar uma responsabilidade que andei a muito querendo fugir. Não resta nenhuma duvida de que é muito mais facil, e sem trabalho, colocarmos a culpa nos outros, no governo, no transito, na violência e assim por diante, já que nossas listas de culpados é infinita...
Mas quando decidimos levar realmente a serio a faxina interna, as coisas começam a ficar mais leves e vale a pena .
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